Que finde o capitalismo

Certa vez cismei e escrevi um poema.

Uma história linda, que autor algum poderia imaginar.

Foi então que vi a burrada que acabara de fazer.

O que era novo, se torneou velho e conhecido.

Somente em minha mente havia existido tal novidade.

No mundo…

O que pensei era apenas plágio.

Cópia de algo que não era efêmero.

Copiei Max, Platão e Shakespeare.

Assis, Drummond e Clarice.

Tudo em min já havia sido escrito.

Tudo que ali pensei se foi.

Um dia voltará.

Ai escreverei um amor que não há.

Um Anjo nunca escrito.

Pedra no caminho, não hei de encontrar.

Afinal, na caverna

não mais estarei, pois um revolução causarei.

Que finde o capitalismo.

por Marquione Ban

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