A PRIMAVERA TUPINIQUIM

600x400x1011811_530578430339608_1010214545_n.jpg.pagespeed.ic.BQ9tzql4GwMuitos ainda não acreditam no que está acontecendo no país. Os mais céticos pesam que o movimento assim como a primavera, tem data para acabar. Frases acerca do assunto nos mostram o ceticismo de muitos. De fato não somos árabes lutando contra ditadores, mas acordamos para uma realidade e tudo graças à boa e velha inflação  que nos atormenta desde os tempos de Sarney – embora para mim ele nunca chegou ao fim – aos louros do afamado plano Real.

Aumento das passagens, corrupção excessiva – embora nunca se houvesse “punido” tanto no país -, saúde sucateada, mobilidade urbana inexistente nas capitais e grandes cidades, preço dos alimentos em alta constante, educação inexpressiva e um país que é a 6ª ou 7º maior economia do mundo.

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Como podemos ser tão ricos e tão pobres? Nossa Primavera Tupiniquim descobriu a resposta com os gastos da Copa. Não somos otários e muito menos ingênuos, mas a explosão brasileira – créditos para TV Aljazira – se dá no momento em que a classe média que sempre viveu bem no país, em relação aos pobres, se sentiu lesada e aderiu aos jardins sem planejamento e sem visitantes das minorias.

O gigante acordou. E acordou com vontade de mudar essa nação, se não foi essa a intenção ele pelo menos sacudiu e ainda sacode muito os pilares do “jeitinho brasileiro” de governar.

Como muitos comentam nas redes sociais as minorias já estavam nas ruas protestando. Mas não era suficiente para levantar o gigante. Agora aderiram as causas a classe média. Nossa primavera é constituída de jardins planejados e margaridas plantadas no canto do quintal. De discursos múltiplos e ativistas conscientes das várias causas, embora o governo finja não entender.

A primavera tupiniquim pode ser o principio da mudança de pensar do cidadão e esse deve ser o maior legado. Como toda estação, ela certamente terá fim. Que venha um verão de sol escaldantemente consciente nas urnas em 2014. Não nos adiantará termos colhidos flores e as feitos desabrochar se seus frutos não vingarem.

Que nossa Primavera Tupiniquim não vire enredo de carnaval e nem seja lembrada no livros de história com os dias em que o Brasil acordou, levantou e resolveu sambar. Simplesmente sambar nas suas avenidas.

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