JE NE SUIS PAS CHARLIE!

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Janeiro de 2015 a França se uniu contra o terror. E não só eles, todo o mundo. “Je suis Charlie” – Eu sou Charlie. Essas palavras ecoaram mundo afora como um clamor de paz. Por fim, líderes mundiais aderiam às massas e marcharam contra o terror e ataque a Liberdade de Expressão. Tudo isso foi e é de fato bonito. Solidário. Nada justifica o atentado.

No mesmo período outra atrocidade ocorreu. Na Nigéria, o Boko Haram massacrou cristãos. Os mortos nem foram contados. Pesquise sobre essa brutalidade.

Então, agora você sabe que junto ao atentado injustificável ao Charlie Hebdo e ao supermercado judaico na França centenas de cristãos foram motos na África. E por que só um foi informado? Porque era na Europa e lá morreram jornalistas e intelectuais. Na África, eram apenas cristãos.

“Je ne suis pas Charlie” – Eu não sou Charlie. Não por ser insensível. Pelo contrário, compadeço e oro pelas vítimas. Repúdio o terrorismo. Não sou Charlie, porque para eles a Liberdade de Expressão pouco importava. Fazer escárnio da fé alheia era é o objetivo de suas charges.

Liberdade de Expressão, que como disse o Papa em sua visita ao Sri Lanka, “possui limites”. O limite da liberdade de expressão é o outro. Se sua fala fere, agride, tenha certeza, o limite foi ultrapassado. E pode gerar a guerra. Morte. Como essas.

“Je suis l’humanité”. Je suis contre le terrorisme”.

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Estamos chocados com a maldade humana. E não é de agora. Desde os primórdios da humanidade. Foi assim com Caim e Abel. Foi assim com Hitler. Foi assim com as  Torres Gêmeas. Com EUA no Vietnã. Foi assim com o massacre não falado, mas real, massacre da Nigéria e que a mídia nem comentou, afinal não era na Europa. E é assim com Charlie Hebdo.

Eu não sou Charlie Hebdo. Eu não sou a favor dos terroristas.

Contudo, colocar uma virgula depois de “Eu sou Charlie Hebdo” ou dizer “Eu não sou Charlie Hebdo” não significa que você, eu e qualquer outra pessoa é a favor do terrorismo. Não mesmo. Significa que pensamos e enxergamos a história com olhos mais abertos e com menos manipulação midiática.

Não vou me estender nesse assunto. Apenas rezo pelas vítimas do atendado, que é injustificável, afinal, para quem já estudou um pouco sobre o islamismo, sabe que a religião prega a paz. Também sabemos que há radicais em tudo e não só nas religiões. Portanto, elas não são culpadas pelas mortes, mas sim homens que almejam muito mais que conviver e sim dominar o outro.

Apenas elenco para vocês ótimos textos, que poderão lhe ajudar a entender meu ponto de vista e de tantos outros mundo afora contra o terrorismo e a libertinagem de expressão. Assunto para outro post aqui no blog.

Leia:

  1. Estadão | Eu não sou Charlie Hebdo
  2. Aleteia | Eu condeno o atendado, mas não sou Charlie Hebdo
  3. Leonardo Boff | Eu não sou Charlie, je ne suis pas Charlie
  4. Brasil 247 | Porque eu não sou Charlie
  5. Dies Irae | Finalmente, sobre Charlie Hebdo e os atentados em Paris

Um parentese

Líderes mundiais marcharam na França em favor da liberdade de expressão, mas não marcham contra a fome, contra a perseguição cristã pelo Estado Islâmico. Contra o Boko Haram. Contras intervenções militares americanas. Contra as imposições americanas a diversos países do mundo. Contra a pobreza. Contra o destruição do meio ambiente. Contra… Ironias. Boa parte dos líderes ali presentes, em seus países são verdadeiros censuradores. Ironias.

Para mim, falta mais humanidade na humanidade. Falta Deus.

 Por Marquione Ban

 

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