Sobre “13 Reasons Why”

Ser jovem não é fácil. Viver não é. Mas, quando seus filtros ainda estão se formando, isso se torna uma barra. Complicações surgem a cada instante. 
Lembro-me de como foi difícil passar por esse momento e como ele repercute em mimha vida até hoje. Decisões que tomei, atitudes  que não tive a ousadia de viver e fatos que não queria ter vivido. 

A série acompanha Clay que recebeu uma caixa com 13 fitas gravadas por Hannah Baker. Nelas ela descreve 14 razões que a levaram ao suicídio. Forte, não é? 

Não contarei fatos da série além desse. Até porque lhe indico a visualização dela o quanto antes. Mas, vou abordar o quanto essa ótima série mexeu comigo. 

Como estava dizendo nos primeiros parágrafos, não é facil ser adolescente. Jovem. A cobrança para que se torne um adulto de valor é enorme. E os adultos não lhe conduzem de modo claro. Pelo contrário. Parecem querer que você se ferre. 

Assim acontece com Hannah. Adultos que não sabiam ler seus sentimentos e medos. 

E pior. Jovens, que ainda sem filtros, sabem ser cruéis.  Não por pura crueldade. E sim, por não saberem ainda como lidar com tanto sentimento e hormônios. 

Lembro de quão ruim foi minha adolescência. A obrigatoriedade do beijo, do sexo para os meninos e da castidade pura virginal para as meninas. A pressão sobre a escolha da faculdade, da profissão. Ter de dat resultados quando nem se sabe o que são resultados. 

Imagina tudo isso em um indivíduo que carrega a imagem da “vadia”, da má amiga, da louca e etc. Hannah carregava tudo isso e mais um pouco. Lembrei que carregava comigo a obesidade, a sexualidade ainda não descoberta, a religiosidade como uma cruz medieval, a vontade de fazer sucesso. Tudo isso me aplacou. 

Como sobrevivi? 

Não sei. Não sei mesmo. Mesmo que Hannah não tivesse cometido o ato final ela teria de viver com todos esses dramas na fase adulta. 

Eu estou assim. Vivendo com eles. Como ligar o foda-se eu ainda não aprendi. 

Com 13 Reasons Why aprendi como devo tratar os jovens. Como é importante não ser cruel. 

Só vejam. Só vejam.  

Carreira: postagens nas Redes Sociais X Empresas e Chefes

Essa semana me chamou a atenção uma postagem de um amigo. Nela, ele comenta sobre posts de colaboradores que externam nas redes socais (Facebook, Twitter, Snapchat e outras) seus sentimentos de frustração com o ofício, empresa e também com o dia. Afinal, nem todos possuem bom humor constante ou motivação diária para ser feliz full-time.

A postagem me incomodou. Não no sentido de ofensa, mas para olhar aquele texto entre linhas e ver as possibilidades que ele me dava de pensar sobre o assunto. Sei que nove a cada dez orientadores de carreira dizem para você não postar coisas assim:

Contudo, olhei e reflito esses memes por outro ângulo. O do colaborador que está desmotivado e o da empresa que perde a oportunidade de entender melhor seu funcionário e fazer com que ele produza mais. Porque quem está motivado trabalha feliz e produz mais e com qualidade. 

Outro ponto para essas analise, é que ainda não entendemos o significado das redes sociais no nosso dia a dia. Muito menos que elas amplificam nossos discursos e geram ecos e ruídos.

Afinal, qual a diferença em dizer que o dia e trabalho está chato numa mesa de bar, dentro do ônibus, refeitório e de falar isso no Facebook, Twitter e outras redes? A diferença é bem simples. Trata-se da potencialidade, do eco e ruídos. Em nossas redes sociais físicas, digamos assim, o máximo que pode ocorrer é uma fofoca. Nas redes digitais, o seu discurso se propaga ao “infinito e além”. Gera eco. Gera demissão.

Mas não é para ser assim. Como  disse, analisei e analiso essas postagens por outro ângulo. Vejo que há nelas uma oportunidade das empresas de trabalhar a motivação de seus colaboradores, de mensurar como anda esse item tão importante para a empresa. Se o gestor for esperto, e não chefe, isso porque há uma pesquisa que mostra que temos nossos imediatos nas redes sociais, ele se apropria do post para interagir e motivar o colaborador.

É esse time que as empresas em seus RHs engessados pelos métodos tradicionais tem perdido. E assim, perdem excelentes profissionais. Excelentes pessoas. E ganham problemas incalculáveis.

Como fazer essa abordagem, eu não sei ao certo. Apenas sei que é urgente reavaliar nossas posturas offline no mundo de bits e bytes. Precisamos levar o toque humano, que hoje está ausente de nossas relações, até mesmo fora do digital, para esse pequeno ambiente hoje tão comum e hostil.

E você, o que pensa sobre essas postagens? O que pensa sobre nosso comportamento nas redes sociais de bits e bytes e também nas de carne e osso? Deixe seu comentário.

por Marquione Ban

“Onde os fracos não tem vez”. E onde eles tem?

E onde eles tem? Essa é a pergunta que fiz ao ver esse emblemático filme. Complicado ao primeiro olhar e esclarecedor no segundo. De fato, “Onde os Fracos não Tem Vez” não é para os fracos. Não vou me ater nesse comentário aos personagens, mas ao sentimento que tive ao ver o filme.
Confesso que ao primeiro olhar detestei essa obra. Resolvi ver novamente e me apaixonei com o que entendi. Um filme de faroeste moderno, ao meu ver. Um filme que contradiz a história do herói que cai e levanta. Mostra apenas um herói saudoso e cansado. Mas não de vilões, e sim de uma sociedade menos compassiva com o errado.
“Se fosse na época tal seria assim”. Não é frase do filme, mas muitas vezes nos deparamos com tal afirmação não nas falas, mas nas cenas apresentadas onde todos querem um pedaço do bolo e ninguém mais liga com a “Honra” apresentada no Velho Oeste. Honra, o filme para mim fala muito mais dela como algo que existiu do que algo que exista.
“Onde os Fracos não Tem Vez” crítica nossa inércia e nossa ganancia por tudo, menos a vida.
Foi assim que vi e entendi esse filme. Li várias críticas e é bem provável que nenhuma aborde o que escrevi, mas é o que senti. Isso é o que importa. O que você sente ao ver o filme. Deixe suas impressões nos comentário.
Anton Chigurh (Javier Bardem)

Sinopse 

Texas, década de 80. Um traficante de drogas é encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), que pega uma valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém para alcançar Moss ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).

Homer Simpson é um plágio?

Não é Homer Simpson o personagem dos quadrinhos acima. A figura em questão chama-se Adamson e a autoria é do desenhista sueco Oscar Jacobsson (1889-1945), que o criou na década de 1920. Esta piada acima foi publicada em julho de 1949 no jornal islandês Fálkinn. Ou melhor, republicada de material de arquivo, considerando que Jacobsson já tinha morrido quatro anos antes.

O achado do recorte foi do blog islandês Lemúrinn Lanztídindi, que reproduziu também a página inteira do jornal em que o “ancestral de Homer” apareceu.

O tal Adamson foi um personagem de relativo destaque na primeira metade do século 20. Suas histórias chegaram a ser publicadas nos Estados Unidos sob o nome de Silent Sam(Sam Silencioso, já que ele nunca falava nas historinhas). Adamson também é o nome do mais importante prêmio de HQ da Suécia, apelidado de “o Nobel dos quadrinhos”.

Pois fica a questão: Matt Groening, o criador dos Simpsons, usou Adamson como influência? Ou foi tudo apenas uma grande coincidência?

A dica que levou até essas imagens e informações veio de várias frentes: os blogs Retronaut e Buzz Feed, e o colega Marcos Lavieri.

***

(Imagens: blog Lemúrinn Lanztídindi)

Matéria publicada na http://vip.abril.com.br

“Na Batalha – Um Recorte do Cenário Musical Autoral do Vale do Aço”

Este foi o meu Trabalho de Conclusão de Curso. Tenho orgulho enorme de expor aqui essa ideia conjunta com os amigos Gederson, Breno e Gulherme.

Curtam ai!

“Na Batalha – Um Recorte do Cenário Musical Autoral do Vale do Aço” é um documentário que apresenta, sobre a ótica das bandas, produtores e público, os problemas enfrentados pelos artistas para mostrarem seus trabalhos próprios. Por que fazer música autoral? Quais as dificuldades de se tocar música autoral no Vale do Aço? Os empresários locais apostam em artistas com trabalhos autorais? E o público: prestigia ou prefere sempre as bandas covers? Uma investigação na cena musical do Vale do Aço em busca de respostas e soluções.

Saudades

Saudades de alguém.

Saudades de algo.

Saudades do tempo de minha infância.

De quando minha casa era enorme.

De quando eu era astronauta, super-herói.

Da imaginação.

 

Saudades da falta de seriedade,

do descompromisso,

das amizades,

das inimizades de alguns minutos.

 

Tenho saudades de alguém.

Quem será esse alguém?

Ninguém? Não.

É meu melhor tempo.

Minha melhor fase.

Onde todos eu amava.

Onde todos me amavam

e eu, simplesmente podia se eu.

Marquione Ban

Meus passeios pelo bosque dos Pensamentos

De modo póstumo dedico este texto a todos os neurônios perdidos para construção desta narrativa.

Sempre fico a pensar sobre as coisas da vida como: quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Sinceramente acho tudo isso muito tosco, embora necessário. Foi então que descobri duas respostas possíveis para essa problemática humana que se arrasta desde o primórdio de sua constituição de consciência.

  1. Ponto de vista do evolucionista – na verdade sobre o que eu entendo da teoria evolucionista – o ovo nasceu primeiro devido animais ancestrais se transformarem nos atuais. Antes alguns botavam ovos e foi na fase embrionária que ocorreu mutação para gerar os animais hodiernos.
  2. Ponto de vista bíblico – a galinha. Deus criou todos os animais primeiros. Depois eles se reproduziram. Então o ovo veio depois.

Toda essa bobeira pensativa me ajudou a entender algo. Não interessa quem nasceu primeiro, o que necessito verdadeiramente é pensar. Entrar neste bosque meditativo e assim como “Alice no país das maravilhas”, enlouquecer e compreender que não há a loucura e crescer nas ociosidades contemplativas da vida.

Para que? Por que? Onde? Como? Quando? Que? Hum? Não entendi? São expressões que alegram e fazem com que meus eleitos neurônios – para morrerem – descubram quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha, Sarney ou o Senado, dentre outras questões que afligem a neurótica humanidade.

Para finalizar, pensei novamente e questiono as hipóteses anteriores criadas por mim e firmo um terceira idéia.

3. Os dois – ovo e galinha – afinal se considerarmos que o ovo é o embrião da galinha, então o ovo é uma galinha e a galinha é um ovo.

por Marquione Ban

imagens internet

Lambisame

Para aqueles que nunca ouvirão o causo do Lambisame, prestem atenção e morram de rir.

                                                                                                                                          José das Couves Flores

Estatuto do Homem

O caráter fidedigno do pensamento humanista de Thiago Melo nos traz esperança de realizarmos uma utopia. Ser livre. Para Platão os signos são arbitrários. Usando desse pensamento póstumo a palavra liberdade nada mais é que uma grande prisão que a humanidade inventou. O ultimo artigo desse Estatuto deve ser visto como a possibilidade de liberdade na sua real significância: “liberteza” da liberdade.

Marquione Ban