Silêncio

Irmã Morte II

Irmã morte II Flertamos o tempo todo. Um dia para você temos, Mas momento algum lhe amamos. Oh Morte! Só, fria e…

Posted by Marquione Ban on Wednesday, November 2, 2016

 

 

 

Irmã Morte, só um abraço te darei

Trinta já não bastam?
E os amores até  aqui vividos?
Foram suficientes?
As amizades? Os inimigos?
Desta irmã, como trata São  Francisco, ninguém escapa.
Ela esgueira por aí. Ali e aqui.
Sempre do nosso lado.
Deita-se conosco.
De seu abraço, carinhoso, ninguém sai.
Ela tem apenas uma tristeza.
De tanta certeza, um dia ela perdeu.
Alguém abraço-a. Olhou nos seus olhos.
Sentiu se calor! Seu sabor.
A amou.
Mas acima de tudo, amou mais a nós.
E voltou.
Tchau irmã!
Um dia contigo estarei.
Seu carinhoso abraço sentirei.
Mas um outro abraço terei.
E, em seus braços ficarei.

Vagante

Minhas pernas já sabem onde vão.

Caminham sós.

Nãos as mando.

Meu corpo sente o vento,

o frio e o calor do caminhar.

Mas minha mente.

Onde está?

Minha alma vagueia.

Não sei livre. Não sei de longe.

Perdida. Talvez…

Ela vai onde não estou.

Onde não vou,

mas onde quero estar.

Vagante está minha.

Vagante é minha mente.

Meu espírito.

Vagante sou eu

aprisionado sobre um chão.

Rígido e frigido.

Por Marquione Ban

Momentos

As palavras fugiram.
O olhar vai longe no horizonte e perdido.
O corpo  não responde mais,
E os pensamentos …

….se tornaram vazios.

Um vácuo se firmou.
A espera é van. Se é que há.
O nada, completa aquilo que parece tudo,
Mas lá no fundo, existe apenas distração.
Esquecimento de que momentos passam.
Se vão.

E depois de tudo
O olhar ainda está lá.
Longe…Longe…

Mas lá.

Por Marquione Ban

Desejos de Ano Novo

Nunca é tarde para desejar um Feliz Ano Novo. E Drummond sabia muito bem disso.

Leia com o coração:

DESEJOS-ANO-NOVO2

Desejos de Ano Novo

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.

Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. 
A esperança renovada.

Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, rumo à sua felicidade!”

Carlos Drummond Andrade (Itariba, 31/10/1902 – Rio de Janeiro, 17/8/1987)
Poeta, contista e cronista brasileiro, licenciado em Farmácia.

Que finde o capitalismo

Certa vez cismei e escrevi um poema.

Uma história linda, que autor algum poderia imaginar.

Foi então que vi a burrada que acabara de fazer.

O que era novo, se torneou velho e conhecido.

Somente em minha mente havia existido tal novidade.

No mundo…

O que pensei era apenas plágio.

Cópia de algo que não era efêmero.

Copiei Max, Platão e Shakespeare.

Assis, Drummond e Clarice.

Tudo em min já havia sido escrito.

Tudo que ali pensei se foi.

Um dia voltará.

Ai escreverei um amor que não há.

Um Anjo nunca escrito.

Pedra no caminho, não hei de encontrar.

Afinal, na caverna

não mais estarei, pois um revolução causarei.

Que finde o capitalismo.

por Marquione Ban