“Onde os fracos não tem vez”. E onde eles tem?

E onde eles tem? Essa é a pergunta que fiz ao ver esse emblemático filme. Complicado ao primeiro olhar e esclarecedor no segundo. De fato, “Onde os Fracos não Tem Vez” não é para os fracos. Não vou me ater nesse comentário aos personagens, mas ao sentimento que tive ao ver o filme.
Confesso que ao primeiro olhar detestei essa obra. Resolvi ver novamente e me apaixonei com o que entendi. Um filme de faroeste moderno, ao meu ver. Um filme que contradiz a história do herói que cai e levanta. Mostra apenas um herói saudoso e cansado. Mas não de vilões, e sim de uma sociedade menos compassiva com o errado.
“Se fosse na época tal seria assim”. Não é frase do filme, mas muitas vezes nos deparamos com tal afirmação não nas falas, mas nas cenas apresentadas onde todos querem um pedaço do bolo e ninguém mais liga com a “Honra” apresentada no Velho Oeste. Honra, o filme para mim fala muito mais dela como algo que existiu do que algo que exista.
“Onde os Fracos não Tem Vez” crítica nossa inércia e nossa ganancia por tudo, menos a vida.
Foi assim que vi e entendi esse filme. Li várias críticas e é bem provável que nenhuma aborde o que escrevi, mas é o que senti. Isso é o que importa. O que você sente ao ver o filme. Deixe suas impressões nos comentário.
Anton Chigurh (Javier Bardem)

Sinopse 

Texas, década de 80. Um traficante de drogas é encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), que pega uma valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém para alcançar Moss ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).