Carreira: postagens nas Redes Sociais X Empresas e Chefes

Essa semana me chamou a atenção uma postagem de um amigo. Nela, ele comenta sobre posts de colaboradores que externam nas redes socais (Facebook, Twitter, Snapchat e outras) seus sentimentos de frustração com o ofício, empresa e também com o dia. Afinal, nem todos possuem bom humor constante ou motivação diária para ser feliz full-time.

A postagem me incomodou. Não no sentido de ofensa, mas para olhar aquele texto entre linhas e ver as possibilidades que ele me dava de pensar sobre o assunto. Sei que nove a cada dez orientadores de carreira dizem para você não postar coisas assim:

Contudo, olhei e reflito esses memes por outro ângulo. O do colaborador que está desmotivado e o da empresa que perde a oportunidade de entender melhor seu funcionário e fazer com que ele produza mais. Porque quem está motivado trabalha feliz e produz mais e com qualidade. 

Outro ponto para essas analise, é que ainda não entendemos o significado das redes sociais no nosso dia a dia. Muito menos que elas amplificam nossos discursos e geram ecos e ruídos.

Afinal, qual a diferença em dizer que o dia e trabalho está chato numa mesa de bar, dentro do ônibus, refeitório e de falar isso no Facebook, Twitter e outras redes? A diferença é bem simples. Trata-se da potencialidade, do eco e ruídos. Em nossas redes sociais físicas, digamos assim, o máximo que pode ocorrer é uma fofoca. Nas redes digitais, o seu discurso se propaga ao “infinito e além”. Gera eco. Gera demissão.

Mas não é para ser assim. Como  disse, analisei e analiso essas postagens por outro ângulo. Vejo que há nelas uma oportunidade das empresas de trabalhar a motivação de seus colaboradores, de mensurar como anda esse item tão importante para a empresa. Se o gestor for esperto, e não chefe, isso porque há uma pesquisa que mostra que temos nossos imediatos nas redes sociais, ele se apropria do post para interagir e motivar o colaborador.

É esse time que as empresas em seus RHs engessados pelos métodos tradicionais tem perdido. E assim, perdem excelentes profissionais. Excelentes pessoas. E ganham problemas incalculáveis.

Como fazer essa abordagem, eu não sei ao certo. Apenas sei que é urgente reavaliar nossas posturas offline no mundo de bits e bytes. Precisamos levar o toque humano, que hoje está ausente de nossas relações, até mesmo fora do digital, para esse pequeno ambiente hoje tão comum e hostil.

E você, o que pensa sobre essas postagens? O que pensa sobre nosso comportamento nas redes sociais de bits e bytes e também nas de carne e osso? Deixe seu comentário.

por Marquione Ban

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