Os “manchetistas”: uma visão sobre ativistas políticos digitais, sobre nós

Sei que o termo não existe, mas quero usar de toda a licença poética que podemos adotar para vincular essa palavra ao que vivemos hoje em nosso país.

Como é sabido por todos, estamos no centro de uma crise político-democrática, moral, ética e etc. De um lado “coxinhas”. Do outro, “petralhas”. E, ainda, sob um muro, os que se dizem imparciais a tudo e lutam contra a crise e todos os seus protagonistas e antagonistas.

Esses personagens, coxinhas, petralhas e imparciais vem me deixando atônitos nesses últimos dias. Confesso que não sei como retiro pensamentos organizados para vos escrever. Isso porque, eles protagonizam batalhas épicas nas redes sociais. Suas armas são os enunciados. Manchetes variadas e de acordo com sua tendência partidária. Na maioria das vezes, falsas. Criadas apenas para moldar a pobre mente dessas personas digitais.

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……meio termo…….

Um universitário ao escolher sua faculdade espera ficar muito tempo na Universidade. Quando começa o curso pensa que o tempo demorará a passar. Se espanta quando chega a data da formatura e então percebe que seus pensamentos iniciais estavam errados. Este semestre está sendo marcada por todos esses pensamentos universitários iniciais a caminhada acadêmica.

O tempo para qualquer aluno é sempre o herói e o vilão. Nesta último período ele – o tempo – é o meio termo. É o herói de todos que batalharam durante 7 semestres para aprender disciplinas que muitas vezes nunca se pensou em estudar, ou entender conceitos que alguns “mortais” nunca compreenderiam. È o herói da formatura, da profissionalização, da titularidade do chamado, ou seja, podemos ser chamados de JORNALISTAS, PUBLICITARIOS, COMUNICOLOGOS. Podemos esquecer que o tempo é vilão e considerar somente as vitórias, as alegrias e os sonhos realizados. O sonho do diploma.

O tempo também é o vilão. Vilão das decepções acadêmicas, de inimizades não transformadas em amizades. De conceitos incompreendidos. Da profissionalização banalizada na não exigência de um diploma. De tempos de inimizade – TI’s. De tempos de derrotas mais que perdidas e de tristezas, que não cabe a mim lembrar.

O mesmo tempo que hoje nos consome em alegria de nos formamos, nos trouxe a tristeza da separação. O meio termo sempre imperfeito a todos que querem a perfeição nos adianta emoções intensamente guardáveis e descartáveis. Perfeitamente defeituosas e ludicamente reais.

Contudo, nos despedimos de uns semestres, uns anos, um trecho da vida, uma faculdade, umas amizades, umas parcerias, umas vitórias e umas conquistas, uns professores, mestres e doutores, de fantasmas, de historias. Despedimos-nos de um inicio e de um fim e construímos a partir de hoje de um meio. Simplesmente um meio.

Situamos neste meio chamado comunicação. Usando de ferramentas como Jornalismo e Publicidade. Situamos em um meio ao qual temos nome. Temos um termo que nos delega JORNALISTA, PUBLICITÁRIO.

Por Marquione Ban

Criminosos da delatação.

É possível que haja um comunicólogo isento de qualquer juízo de valor sobre fatos noticiados e/ou publicados?Essa grande questão é simplesmente refletida no meio acadêmico como se fosse um fantasma. Poucos  discutem. Os que discutem o fazem de portas fechadas.

A utopia de que os profissionais da comunicação devem e são imparciais aos acontecimentos sem atribuir-lhes opiniões, é ensinado nas faculdades, escolas e nos meios de comunicação. O que realmente se vê é um show de aplicações de juízo de valor. Ao descrevermos a função do jornalista sempre anunciamos – com um sorriso de orelha a orelha – que é mostrar todos, todos mesmo, os lados ou as verdades de um fato.

É provável que seja verdade esta afirmação. No entanto sempre frisamos, destacamos, ampliamos, editamos o que realmente interessa, não o leitor, mas sim o jornalista, o jornal, o publicitário e até o dono do veiculo onde se publica a noticia edita.

Nenhuma fala é inocente. Somos criminosos ao delatar versões de fatos. Prostitutos ao comungarmos com editoriais e sansões de clientes. Em nossa grande realidade hodierna é necessário delatar esses profissionais que vão onde o grande vento verde os leva. Porem se delatarmos esses “nobres” companheiros nos tornaremos semelhantes a eles, afinal quando denunciamos tomamos partido.

Ao descermos do muro da “imparcialidade” assumimos a postura de criminosos perante um sistema absolutista. A cultura da parcialidade travestida de “(in) parcialidade” que reina e provavelmente reinará por longos anos. Enquanto não viramos criminosos da delatação continuaremos como legítimos portadores da (in) parcialidade jornalística e coisificados pelo grande rei (in) parcial.

Marquione Ban