Silêncio

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Momentos

As palavras fugiram.
O olhar vai longe no horizonte e perdido.
O corpo  não responde mais,
E os pensamentos …

….se tornaram vazios.

Um vácuo se firmou.
A espera é van. Se é que há.
O nada, completa aquilo que parece tudo,
Mas lá no fundo, existe apenas distração.
Esquecimento de que momentos passam.
Se vão.

E depois de tudo
O olhar ainda está lá.
Longe…Longe…

Mas lá.

Por Marquione Ban

Desejos de Ano Novo

Nunca é tarde para desejar um Feliz Ano Novo. E Drummond sabia muito bem disso.

Leia com o coração:

DESEJOS-ANO-NOVO2

Desejos de Ano Novo

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.

Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. 
A esperança renovada.

Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você. Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, rumo à sua felicidade!”

Carlos Drummond Andrade (Itariba, 31/10/1902 – Rio de Janeiro, 17/8/1987)
Poeta, contista e cronista brasileiro, licenciado em Farmácia.

Drummond no inicio do caminho

Não sei e também ninguém sabe se quando Drummond escreveu que havia pedras no meio do caminho se referia aos seus primeiros textos, não publicados até hoje. Isto mesmo. Textos inéditos de Drummond serão publicados ainda este mês. O melhor que eles viram com comentários do próprio do poeta.

Os 25 poemas da Triste Alegria” são os textos perdidos e jovens de Drummond. Sim, jovens. Afinal ele os escreveu antes dos 25 anos. Talvez por isso não os publicou. Antônio Carlos Secchin, imortal da Academia Brasileira de Letras, é o responsável pela descoberta dos arquivos perdidos. Segundo ele a obra veio parar em sua mão oriunda de alguém próximo a Drummond.

“É alguém muito vinculado a Drummond que resolveu repassar esse material e, felizmente, eu fui o contemplado”, afirma Secchin em entrevista ao Jornal O Tempo, de BH. O autor acredita que Drummond iria publicar o livro pois não o destruiu.

Durante a Flip – Feira Internacional do Livro de Parati/RJ – o livro terá destaque. Drummond é o homenageado do evento. Na Flip ocorrerá debates sobre as obras de Drummond.  Secchin participará de um deles e vai falar sobre relação do mineiro com o modernismo.

Leia um dos poemas perdidos:

A mulher do Elevador

A que ficou lá longe, na grande cidade…

A que eu vi apenas um minuto, um minuto somente,
no elevador que subia 
 
Com que saudade inédita eu me lembro da que não foi
nem uma sombra, uma sombra fugaz, no meu destino 
 
Da que ficou, sorrindo, com um pouco de mim,
Com um pouco do meu ser anonymo e vulgar,
A milhares de kilometros, na grande cidade… 

Carlos Drummond de Andrade