Irmã Morte, só um abraço te darei

Trinta já não bastam?
E os amores até  aqui vividos?
Foram suficientes?
As amizades? Os inimigos?
Desta irmã, como trata São  Francisco, ninguém escapa.
Ela esgueira por aí. Ali e aqui.
Sempre do nosso lado.
Deita-se conosco.
De seu abraço, carinhoso, ninguém sai.
Ela tem apenas uma tristeza.
De tanta certeza, um dia ela perdeu.
Alguém abraço-a. Olhou nos seus olhos.
Sentiu se calor! Seu sabor.
A amou.
Mas acima de tudo, amou mais a nós.
E voltou.
Tchau irmã!
Um dia contigo estarei.
Seu carinhoso abraço sentirei.
Mas um outro abraço terei.
E, em seus braços ficarei.

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