Confissões de uma mente caminhante

Vim pelo caminho que percorro diariamente escrevendo um texto e infelizmente descobri que nossa mente não tem backup. Contudo tentarei expressar o melhor possível o que pensei.

caminhante

Na verdade, estava eu lembrando dos tempos de faculdade onde ouvir uma professora dizer que somos todos frutos de nosso espaço. Ou seja, somos de onde viemos, mas lembro-me ainda que ela completara sua afirmação dizendo que podemos romper com o nosso espaço ou simplesmente aumentá-lo.

Sou aquilo que sou e isso não basta mais. Sou apenas alguém tentando entender o meu espaço e minhas concepções. Busco a razão e vejo que minha fé é pouco eficiente e mantê-la em seu lugar.

Sabe, digo estas coisas porque vejo que dentro do meu quadrado sou puritano e tradicionalista. Vivo o velho, pelo menos é o que eu posso dizer ao olhar para fora do meu espaço e ver o novo ocupando lugares e derrubando fronteiras.

Ainda não sei se quero ser um ser coletivo ou individualista. Minhas aflições me ocupam e fazem martirizar em minha razão. Ela me encaminha para as ideias inovadoras do tempos atuais e dos ideólogos contemporâneos.

Vejo lá fora ideias legais e comuns aos tempos de hoje. Sei que por muito tempo o “velho” se fez forte e impôs sua realidade ao novo. Por isso o novo de hoje não é tão novo, mas existe desde que o velho era novo. Apenas a maioria optou pelo que chamamos de velho.

Certa vez, li que juventude vem de jovens e jovens do grego joves, que por sua vez significa Deus, Espírito de Deus. Estranhamente teria Deus envelhecido? Ou ainda, teria Ele perdido a batalha par ao velho? Ou seria Deus o velho e novo?

caminhante (1)Dúvidas que sempre me afligem também me causam estranheza de como alguns lidam facilmente com elas. Seria eu fraco?

Tudo no meu espaço é velho embora eu flerte muito com o novo. Minha fé me segura em meus limites e peço a sempre a Deus que me aumente ela.

Atualmente espero me ater a segurança do meu lugar. Sei que isso parece muito com a história de Platão. No entanto,  prefiro ficar e ver sombras a conhecer uma luz que não me consolide com eu, mas me leve e um perda de visão devido a sua claridade equivocada.